A segurança dos pés é um pilar estratégico para a conformidade com a NR-6 e a proteção das equipes. No entanto, é preciso atenção às normas técnicas: conforme a ISO 20345, apenas modelos com biqueira resistente a impactos de 200 Joules são classificados como calçados de segurança.
Já a ISO 20346 trata de calçados de proteção (100 Joules), enquanto a ISO 20347 foca em modelos ocupacionais sem biqueira para riscos leves. Dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança alertam que os pés são a segunda parte do corpo mais atingida em acidentes laborais, tornando a escolha técnica um fator crítico para gestores e compradores de vários tipos de EPI.
Quer garantir a integridade da sua operação e evitar multas por descumprimento de normas? Continue a leitura e descubra como selecionar o calçado ideal para cada ambiente de trabalho, otimizando o custo-benefício e a segurança do seu time.
1. Calçado ocupacional (ISO 20347) não possui biqueira
Regido pela norma ISO 20347, o calçado ocupacional é desenvolvido para profissionais que enfrentam extensas horas de pé, mas em ambientes com baixo risco de quedas de objetos pesados sobre os artelhos. Suas principais características incluem:
Ausência de biqueira: diferencia-se por não possuir reforço frontal rígido, o que reduz drasticamente o peso total do calçado;
Foco ergonômico: prioriza a leveza e a flexibilidade, minimizando a fadiga muscular durante longas jornadas de trabalho;
Segurança antiderrapante: oferece solados com alta resistência ao escorregamento, essenciais para pisos úmidos ou lisos;
Versatilidade operacional: indicado para os setores de saúde, limpeza hospitalar, hotelaria e logística leve.
2. Calçados de classe I (couro/similares)
Os calçados de Classe I são desenvolvidos em couro ou materiais similares de alta respirabilidade, sendo a solução ideal para operações em ambientes predominantemente secos. Sua estrutura prioriza a flexibilidade e o conforto térmico, consolidando-se como o padrão técnico para os setores de logística e administração da segurança industrial.
A versatilidade desta categoria é definida pelos seus designs, que abrangem desde o Tipo A, um sapato de cano baixo para uso burocrático, até o Tipo C, de cano alto para proteção adicional. Essa classificação assegura uma proteção eficiente contra riscos mecânicos leves, mantendo a agilidade necessária para o desempenho das funções cotidianas.
3. Calçados de classe II (polímeros/borracha)
Os calçados de Classe II são projetados para máxima proteção em ambientes críticos onde a umidade e agentes contaminantes são constantes. Suas principais características técnicas incluem:
Impermeabilidade total: produzidos em polímeros ou borracha inteiramente moldados, garantindo vedação absoluta contra a infiltração de líquidos;
Barreira química e biológica: oferecem proteção essencial contra o contato direto com substâncias químicas agressivas e riscos biológicos;
Design especializado: engloba o Tipo D (botas de cano curto a médio) e o Tipo E (botas de cano longo), adaptando-se à profundidade da exposição;
Aplicações estratégicas: indispensáveis para operações em frigoríficos, estações de saneamento, hospitais e limpezas pesadas.
4. Com biqueiras de composite e carbono
As biqueiras de composite e carbono representam uma evolução tecnológica frente ao aço, sendo classificadas como componentes amagnéticos e não condutores de eletricidade. O composite destaca-se pela leveza superior, reduzindo o peso do calçado em até 40%, o que minimiza a fadiga muscular.
Já a biqueira de carbono proporciona um isolamento térmico excepcional para setores industriais, mantendo a temperatura estável em ambientes extremos. Ambas são escolhas estratégicas para eletricistas e profissionais que operam em locais com detectores de metais ou aeroportos, pois oferecem proteção mecânica robusta sem as restrições de peso e condutividade dos materiais metálicos tradicionais.
5. Com solados técnicos (PU e Nitrílico)
A escolha do solado técnico é determinante para a segurança e durabilidade do EPI em diferentes solos. O Poliuretano (PU) Monodensidade é indicado para atividades leves em pisos regulares, priorizando a leveza. Em contrapartida, o PU Bidensidade conta com duas camadas, unindo o conforto da absorção de impacto à resistência da sola de contato.
Para situações extremas, a Borracha Nitrílica é a solução definitiva, suportando altas temperaturas de contato e oferecendo imunidade à corrosão por óleos e agentes químicos agressivos. Essa especialização garante que o calçado suporte o desgaste específico de cada ambiente com procedimento operacional padrão.
Principais classificações de calçados: segurança e proteção
Com certeza. Consolidei as informações técnicas sobre os tipos de calçados de segurança, normas e componentes em uma lista direta e funcional para facilitar sua consulta:
Calçado de segurança (ISO 20345)
Essencial para ambientes de alto grau de risco, o calçado de segurança conforme a norma ISO 20345 destaca-se pelos seguintes atributos técnicos:
Proteção de impacto: possui biqueira de aço, composite ou carbono projetada para suportar energias de até 200 Joules, prevenindo lesões graves por queda de objetos;
Resistência à compressão: blindagem eficaz contra esmagamentos mecânicos e riscos de cortes severos no antepé;
Aplicações críticas: considerado o “padrão ouro” para setores pesados, como construção civil, mineração e metalurgia;
Conformidade: garante a máxima segurança ocupacional, aliando durabilidade estrutural à integridade física do trabalhador em cenários operacionais extremos.
Calçado de proteção (ISO 20346)
O calçado de proteção, regido pela norma ISO 20346, é projetado especificamente para ambientes de risco moderado. Sua principal característica técnica é a biqueira com resistência intermediária, capaz de suportar impactos de até 100 Joules.
Essa especificação o torna a escolha ideal para profissionais que atuam em setores de manutenção, serviços de logística e laboratórios, onde há possibilidade de queda de objetos, porém com menor intensidade de energia se comparado ao cenário da indústria pesada.
Ao equilibrar segurança e leveza, este equipamento garante a integridade do trabalhador sem comprometer a mobilidade necessária para atividades técnicas e laboratoriais cotidianas.
Checklist diário de inspeção: evitando falhas no uso do EPI
Manter a integridade do seu EPI é tão importante quanto a escolha do modelo correto. Para garantir que o calçado ofereça a proteção máxima e dure mais, realize inspeções periódicas focadas nos seguintes pontos:
Solado: verifique se há desgaste excessivo ou rachaduras;
Biqueira: avalie se há amassados ou danos estruturais;
Cabedal: cheque a presença de furos ou rupturas no material;
Umidade: certifique-se de que o calçado esteja totalmente seco antes do uso;
CA: confira a validade do Certificado de Aprovação na etiqueta interna.
Seguir esses cuidados básicos garante a segurança real do trabalhador e prolonga a vida útil do equipamento, evitando trocas precoces e riscos desnecessários no ambiente laboral.
Posso usar biqueira de aço em subestações elétricas?
Não é indicado, pois conduz eletricidade. Prefira biqueira composite ou carbono para risco elétrico.
Quanto tempo dura uma botina de microfibra?
Em média, de 12 a 18 meses, dependendo do uso e cuidado. Secagem à sombra e limpeza adequada aumentam a durabilidade.
Proteção completa: como escolher o melhor capacete de obra
A segurança não para nos seus pés. Manter a integridade física exige uma visão completa do trabalhador, do chão ao topo. Agora que você já domina a escolha do calçado ideal, está na hora de proteger o que há de mais importante: a sua mente e a sua vida. Pronto para elevar o nível da sua proteção?
Descubra agora como escolher o capacete de obra perfeito e garanta segurança total da cabeça aos pés!